Quanto pior melhor
O velho ditado Selva ‘Quanto pio melhor’ não poderia deixar de ser usado no Mundial de Corridas de Aventura.
Depois de mais de 24 horas sem notícias, uma lista gigantesca de perrengues chegou por e-mail. É claro que, como sempre, cada situação devidamente resolvida e com muitas risadas no final.
Depois de enjôos e convites para ‘Hugos’, Caco e João, que não se sentiram bem com o almoço pré-largada, foram devidamente cuidados pelos apoios na transição para o remo. Os quatro atletas entraram com toda garra Selva na perna de 52 km de remo de noite, porém extremamente animados e com fôlego de quem ainda estava se aquecendo.
Atletas de volta à prova, hora dos apoios saírem correndo para resolverem outros imprevistos, que começaram antes mesmo da largada. No domingo, depois do Alã levar à risca a missão de acordar a galera cêdo – ele se empolgou e bateu à porta do mais novo casal Selva, Marcio e João, às 4h07 da madrugada -, todos saíram de Parnaíba (PI) rumo à Tutóia (MA).
Novamente, o casal foi na condução oficial, enquanto os outros iam de carro. No caminho, Mari e Alã trocaram e seguiram no pau-de-arara da organização, que foi obrigado a parar diversas vezes pelo caminho para refrescar os freios com água. Meio tortos e atordoados com a viagem, Alã e Mari tomaram um susto quando chegaram em Paulino Neves, onde as equipes rodariam mais 6 km de carro para chegarem ao ponto de embarque num barco com destino à largada. Ao reencontrarem a equipe, entraram em choque quando deram falta de três bicicletas.
As pobrezinhas literalmente voaram do carro durante o trajeto e tiveram que ficar em repouso na casa da receptiva nativa, dona Fátima. Enquanto as bicicletas se recuperavam do susto do rack quebrado, atletas e apoios seguiram o cronograma de largada. No trajeto até o barco, o carro de apoio atolou e a fotógrafa Mari Dias não conseguiu registrar a Selva na largada. Enquanto os atletas seguiam para o barco, os dois apoios literalmente comeram areia para desatolar o carro. A Mari deu uma de Jane quando precisou arrancar troncos de cercas e cavar com as mão a areia para tentar desatolar o carro. Com a ajuda de uma outra equipe e com areia das cabeças aos pés eles reencontraram o Alã e a Fê e seguiram para recuperar as bicicletas acamadas.
Uma camisa Selva para a dona Fátima, e bora correr para Tutóia, onde encontraram com o Djalma, apoio da QuasarLontra e especialista em mecânica de bicicleta. Com as bikes ressuscitadas, eles esperaram pela chegada da equipe no início do remo.
Cansados, mas não menos empolgados, os apoios acamparam na praia, logo após mais uma atolada do carro. Ao acordarem, tomaram um banho de graça numa pousada e partiram para Parnaíba, onde esperam animados a chegada da equipe. Enquanto o Geraldinho, que quase não descansou, dorme, a Mari prepara o envio de fotos, a Fê já prepara uma bela refeição, o Alã banca o terapeuta das bicicletas e o Creuzo dá entrevistas.
SELLLLLLLLLLLLLLVA!

Creuzoooooooo!!
Que bom que vcs deram notícias!
Nossa… que aventura, não…
Estamos com vocês!
Bjs
Vanessa
03 nov 2008 - 15:53