Divas da Ultramaratona

Postado por Lilian Araujo em 27 jan 2010 | Sem categoria

Hedy, Cris e Lilian prontas para a largada

Com o pé esquerdo ainda inchado e roxo, por conta de ligamentos rompidos no final de 2008, enviei um e-mail, em março do ano passado, para o Caco, meu treinador na Selva Aventura, perguntado se eu teria condições de correr a Brazil 135 Ultramarathon 2010 no revezamento. A ideia era um tanto desafiadora: correr 217 quilômetros, atravessando a Serra da Mantiqueira e seguindo as setas do Caminho da Fé, em trio FEMININO.

Com o “Sim” do treinador, eu precisava me recuperar da lesão e ainda encontrar mais duas mulheres que topassem o convite de correr uma das três etapas da Copa do Mundo das Ultramaratonas, partindo de São João da Boa Vista (SP) à Paraisópolis (MG). Depois de inúmeras recusas, conseguimos fechar o time com Cristina Carvalho (Cris) e Sandra Simões, também alunas da Selva. Infelizmente, a Sandra não conseguiu treinar e deixou a equipe. Para atletas amadoras como nós, que precisam conciliar trabalho, família e treinos, chegar à linha de largada já seria uma grande vitória.

O ano parecia curto para um desafio tão grande, mas com tantos amigos e família nos apoiando e alguns inclusive participando dos treinos longos, conseguimos passar pelo primeiro desafio que era estar na prova, que aconteceu de 23 a 25 de janeiro. Foi na véspera, aliás, que conheci pessoalmente nossa terceira companheira de equipe, Hedy Lamarr, com quem tinha conversado nos últimos meses somente por e-mail. Sabia apenas que era ultramaronista e que havia aceitado na hora o convite da Cris para completar nossa equipe, Divas da Selva Aventura, nome dado por uma super amiga. Bem feminino, afinal mulher é mulher até na lama.

  • Pré-prova

Já em São João da Boa Vista, tive a oportunidade de conversar com Valmir Nunes, simplesmente o maior ultramaratonista do mundo. Pena que o Brasil é apenas o país do futebol e não reconhece outros esportes e seus atletas como o mundo reconhece Valmir Nunes. Enfim, pedi um autógrafo no meu livro, aliás, livro dele, e puxei assunto pra ver se ele me dava alguma palavra de incentivo pra eu falar para minhas companheiras.

Eu: Então Valmir, quando será o próximo desafio? Como estão seus treinos?

Valmir: Acho que em abril. Ontem (quinta-feira) corri 25 km de manhã e 25 km de noite, mas hoje ainda não consegui treinar.

Eu: nossa, treino duro na semana, né?

Valmir: É, mas isso é só para quem pode descansar. Corri, descansei a tarde toda e só depois de recuperado é que corri de novo.

Pensei: “É, pra quem trabalha, correr 50km no meio da semana deves ser mais difícil”.

Eu, na esperança de ouvir o que queria: E a Kelly (mulher dele que ingressou recentemente nas ultramaratonas), não vem fazer essa prova?

Ele me olha nos olhos e diz: Não gostaria que ela fizesse a BR. É uma prova dura de mais, muito sofrida. Não gosto de ver a Kelly sofrer.

Engoli seco, agradeci e saí.

  • Prova

Divas no Trio, Marco na solo, Marcio e Robinson na dupla

Tive a impressão de que a Selva poderia estar levando a maior equipe que a BR135 já viu. Éramos um verdadeiro pelotão, com seis atletas no trio, dois na categoria dupla e dois na solo. Fora os mais de 15 apoios, que toparam passar o feriado no perrengue, sem dormir e sem comer direito para simplesmente nos ajudarem integralmente na prova.

Com o Caco traçando as estratégias de revezamento e logística da nossa equipe, tudo parecia fluir naturalmente. Para apoios e atletas bastava seguir as orientações, que tudo funcionaria perfeitamente. E assim fomos para a prova, numa sequência de revezamento inicial com a Hedy largando, eu no segundo trecho e a Cris no terceiro.

Os 18 km iniciais foram extremamente duros para a Hedy, inclusive com uma corda para ajudar os atletas a passarem por um paredão de lama. As chuvas das últimas semanas não haviam poupado o Caminho da Fé e sabíamos que teríamos muitas dificuldades pela frente. Soubemos da primeira já no final do primeiro trecho, em Águas da Prata, com atletas nos avisando que a Hedy estava sem água e passando mal.

Peguei minha mochila que já estava pronta e corri na direção contrária do percurso para encontrar com ela. Ainda ouvia algumas pessoas gritando que eu estava indo para o lado errado, quando a Hedy apareceu completamente desgastada e com cerca de 15 minutos de atraso do tempo máximo que havíamos previsto para o trecho. O Caco havia estipulado um horário limite por trecho para que conseguíssemos fazer a prova dentro das 36 horas estipuladas pela organização para os trios. Duplas tinham 48 horas e solos 60 horas para completar. Na nossa estratégia, devíamos completar a prova em 34 horas.

  • Pico do Gavião

Saí correndo rumo ao Pico do Gavião, ponto mais alto da prova, com cerca de 1636 metros de altitude. Apesar da preocupação com a Hedy, sabia que ela estaria em boas mãos e tempo para se recuperar e por isso tentei focar no meu trecho. Afinal, estava saindo dos 820 metros para o topo do Pico, num percurso de 23 km.

Correndo feliz da vida, por finalmente estar na prova, passei por vários atletas da solo, inclusive alguns conhecidos, até de repente um deles estar correndo do lado contrário. Primeiro pensamento: “será que errei o caminho?” Mas quando ele gritou perguntando se eu tinha visto alguma seta, olhei para um poste, onde geralmente as setas do Caminho são pintadas, e fiquei aliviada quando a vi. Apontei para ele e começamos a correr lado a lado.

Afoito e ao mesmo tempo tranquilo, numa confusão de sensações, ele me disse que achava que estava no caminho errado e que não queria mais se perder. “Só ontem me perdi 18 vezes, não agüento mais!”, ele disse. “Como assim ontem se a prova começou há três horas?”, perguntei. A resposta natural para ele e uma surpresa pra mim: “Ah! É que fiz o caminho contrário da prova correndo e agora estou fazendo o caminho oficial”. Olhei para o número de peito dele para tentar saber com quem eu estava falando. Márcio estava escrito. Perguntei: “Márcio Villar?”. “Sim, sou eu mesmo”. Ual, estava no trecho mais temido da prova, papeando com um gingante das ultramaratonistas.

Na nossa conversa entre um fôlego e outro, ele me contou que estava chateado, pois queria ter feito o percurso em menos de 40 horas, mas “só” tinha feito em 41 horas. Mal tive tempo de respirar depois do comentário, ele ainda solta: “Meu próximo desafio será a segunda etapa da Copa, a BadWater. Quero fazer o mesmo lá, ida e volta”. Detalhe: BadWater é a etapa do deserto da Copa do Mundo 135 milhas, com temperaturas acima de 50 graus e ele me dizendo que ia fazer os mais de 430 quilômetros correndo.

“Ave, deixa eu acelerar, antes que ele me diga que vai fazer o mesmo na etapa do gelo também”, pensei.

Já estava me afastando, feliz e satisfeita com o meu revezamento, quando ele me perguntou se eu era a única mulher da equipe e se não podia ter colocado um homem para fazer o Pico do Gavião. Gritei para que conseguisse ouvir: ‘Somos três mulheres’.

Com outro grito, que me pareceu muito sincero e feliz, ele disse: “Ual, que legal!! Parabéns! Olha, o segredo é visualizar a linha de chegada sempre. Pense nela que vocês conseguem”.

Frase perfeita num momento perfeito. Subi o Pico numa alegria tão grande, que nem percebi direito a dificuldade do trecho final. Só notei mesmo, quando já descendo, vi algumas pessoas se apoiando nos joelhos e tentando recuperar o fôlego.

Descida ligeira, com muitos e intensos incentivos dos atletas por que quem passei, inclusive do Marco, meu marido, que estava na solo e descendo do Pico quando eu subia. Impressionante o companheirismo de todos, até mesmo de alguns gringos. Eram atletas e torcedores ao mesmo tempo. Tentei entrar no clima e fazia o mesmo com todos por quem passava. Lembrei de um comentário do Maurinho, da On the Rocks: ‘Sorria sempre’. E ele como sempre sorrindo, mesmo estando na solo, categoria ‘sem apoio’. Até parou no meio da subida para tirar uma foto minha. Impressionante a empolgação.

Finalizei meu trecho, com um sorriso de orelha a orelha e com uma hora de antecedência do tempo previsto. Estávamos de volta à programação quando a Cris entrou para o primeiro trecho dela, até Andradas.

  • Andradas – Serra dos Limas

Cris chegando em Andradas

Realmente estávamos muito felizes por simplesmente estarmos na prova. A Cris se empolgou no duro trecho dela até Andradas e acabou chegando com 50 minutos de antecedência do previsto. Não havia trecho fácil, todos com muita subidas e descidas. Para se ter uma idéia, dos 217 km da prova, estima-se que apenas 20 km são planos. Fazer percursos tão duros antes do previsto era uma verdadeira conquista e nos dava um fôlego a mais.

Apesar da alegria de termos feito nossos trechos antes do estimado, nossa folga custou tempo de descanso para a Hedy. Ela mal tinha acabado de mastigar o macarrão alho e óleo, quando a Cris chegou.

Hedy saindo para Serra dos Limas

Saiu correndo rumo à Serra dos Limas, enquanto as duas ficaram para almoçar. Pouco tempo depois já estávamos de volta nos carros para acompanhar a Hedy. Assim que nos viu, ela avisou que estava enjoada e não estava bem. Deram água, Coca e até um remédio efervescente para ver se ela melhorava e nada. O Caco pediu para eu me arrumar, pois entraria antes do previsto.

Neste trecho, a ideia era começarmos um revezamento em trechos menores, com cerca de 10km cada uma, mas como nossa parceira não estava bem, tínhamos que ajustar o plano. Pouco tempo depois, eu já de tênis novamente, a Hedy parou dizendo que precisava limpar o estômago. Enquanto tentava se recompor, saí correndo em direção à Serra dos Limas.

Mais adiante encontrei com um atleta da categoria dupla e ele, já bem cansado, resolveu me acompanhar. Corríamos enquanto ele me contava como tinha ido parar na BR135. Ele e o companheiro se conheceram por intermédio do Marcio Lacerda, organizador. Um carioca e um paulista que queriam correr em dupla, mas não tinham parceiros. E-mails trocados e um único encontro durante o Desafio 24 horas do Dean Karnaze, famoso ultramatonista norte-americano e que esteve em 2009 nas terras tupiniquins para divulgar o esporte. Já na prova, eles estavam com um único apoio, que não podia dirigir – acho que por ser menor de idade – então eles revezavam: um corria enquanto outro dirigia. Nossa, nós com tantos apoios, outros sem nenhum ou tão poucos. Cada um com uma história completamente diferente, mas um único objetivo: cruzar a linha de chegada.

Meu parceiro resolveu caminhar e eu segui no meu ritmo até um cruzamento, onde estavam meu apoios parados ao lado do carro do Marco. Apesar de quase um paredão em volta do meu marido, consegui ver que ele estava deitado de bruços, recebendo massagens nas pernas. Perguntei o que havia acontecido, sem parar de correr. Segui preocupada e ao mesmo tempo aliviada dele estar acompanhado de tantos amigos e profissionais.

Na subida da Serra dos Limas passei por mais dois atletas solo, mas sem muita atenção com o ganho de posições. A precaução agora era saber quanto eu poderia forçar naquele trecho. Como a Hedy deveria estar ali, não tinha estudado o caminho, não sabia quantos quilômetros tinha pela frente, quantas subidas ainda viriam e, o mais importante, quando os meus apoios iriam aparecer.

Sozinha, sem água e sem saber o que tinha pela frente, tentei me poupar numa subida insana. Já quase perto do pico, os amigos e o marido da Hedy apareceram para me dar água. Ufa! Trabalho em equipe perfeito, pausa para uma fotinho com um magnífico vale ao fundo e de volta para a prova.

Os meninos passaram por mim pouco depois e perguntei em tom de brincadeira se eles estavam testando minha habilidade de ficar sem água. Demos risadas, enquanto eu continuava correndo.

Logo cheguei numa base da organização, ponto em que era obrigatório medir glicemia, mostrar a cor do xixi para verificar o funcionamento dos rins e pesar. No ano anterior um atleta americano passou alguns dias na UTI por causa de quase uma parada nos rins. Exames feitos e liberada para continuar na prova, perguntei pela Cris. “A Cris só mais para frente”, o Caco respondeu. Definitivamente não tinha ideia de onde eu estava e quanto faltava.

Logo depois de mais uma longa subida, deu 18h, horário em que a organização permitia a entrada de pacers para acompanhar os atletas dos trios. Pacers geralmente são os amigos que correm igual ou mais que o atleta da prova, que topam dar ritmo e ainda carregar todo suprimento adicional que o competidor precisa.

O Caco entrou na corrida no começo de uma descida impossível de ver o fim. Foi ótimo ganhar companhia. Conversamos um pouco, ele corrigiu a minha postura depois de uma reclamação minha de tensão nos ombros e me deu goiabinha para comer. Quase no final do trecho, já perto de Serra dos Limas passamos um gringo com cara de Fred Mercury. Acho que o cara assustou com nosso ritmo forte, pois depois de notar nossa presença a primeira coisa que fez foi olhar meu número para ver se era da solo.

Rimos ao chegarmos à transição. De novo perguntei pela Cris, que apareceu de chinelos surpresa com a nossa aparição de novo antes do calculado. O Caco gritou para a levarem para frente e continuamos correndo. Pouco depois, o carro nos ultrapassou e ela desceu para seguir na prova, acompanhada pelo marido Wilson e Diogo. Ufa!

  • Crisólia, Ouro Fino e Inconfidentes

De novo a Cris fez o trecho dela num ótimo tempo e num trecho complicado, mas suficiente para a Hedy se recuperar do mal estar da manhã. Já tínhamos passado a metade da prova, quando a Hedy emendou dois trechos seguidos, de Crisólia à Ouro Fino e de lá para Inconfidentes. Nossa vontade de trocar a cada 10km foi adiada, para que eu tivesse tempo para me alimentar e tentar descansar, coisas que pouco fiz, pois tive que ficar no carro que acompanhava a Hedy até bem perto da troca. Consegui comer um pedaço de melancia no posto de Inconfidentes, onde a organização nos oferecia um belo jantar, mas que pelo cansaço acabei dispensando. A Cris ainda teve tempo de tomar um banho, enquanto aguardávamos a troca.

Parti com o Thiago ao meu lado rumo à Borda da Mata. Um longo trecho, com muita lama e um certo cansaço me incomodando. O ritmo também estava muito forte. Mal conseguia acompanhar o Thiago, que já tinha corrido dois trechos pela manhã com o Marco na solo e outro com o Robinson na dupla. Mesmo assim, quando precisava ele me esperava, me dava água, gel e ainda uma massagem nos ombros, que a essa hora doíam demais. Correndo tudo aquilo, com aqueles desníveis e o que doía eram os ombros. Pensei em nunca mais roubar na musculação. Tinha descoberto o quão importante são importantes os exercícios para membros superiores para a corrida.

Passamos por muitas descidas enlameadas, tentando não escorregar, enquanto os apoios faziam um bolão no carro para ver quem caía primeiro. Perderam! Fizemos todas as descidas, num ótimo ritmo de patinação e ainda ouvimos um comentário de um pacer de um solo: “Vocês estão com pregos nos pés?”.

Rimos e logos estávamos em Borda da Mata, exaustos.

  • Borda da mata, Tocos do Moji à Estiva

Relembrando da prova, tive dificuldade de recuperar esse trecho da memória. Estava realmente cansada, com muito frio e na chuva. Só lembrava da Cris saindo com o Caco para um trecho considerado ponto de definição para quem continua ou sai da prova. Descobri depois que esse foi o motivo do Thiago quase me matar no trecho anterior. O Caco havia pedido para ele socar, para que a Cris tivesse folga nesse trecho.

Como se precisasse… Ela estava tão focada e determinada, que simplesmente disputou o trecho com o Ligeirinho, um dos atletas favoritos para ganhar a prova (e ganhou) e campeão de 2008. Independente de estar na solo, o fato é que ele é muito experiente, forte e com um ritmo digno do seu apelido. Enfim, sabendo ou não quem era a figura, a Cris não deixava que ele ficasse na frente por muito tempo e, com isso, ambos fizeram os mais de 20km num ritmo alucinante.

Em Tocos do Moji, a Cris passou a bola para a Hedy, que fez um trecho de subida até uma vila, onde eu entrei. Era madrugada e chovia muito, mas o bom papo com o Fábio me fez esquecer do frio. Uma subida insana até passarmos pelo americano que também brigava entre os líderes. O pacer dele nos incentivou e continuamos. Em outro paredão interminável foi a vez das meninas que faziam apoio para eles torcerem por nós. Apesar da tempestade que caía, a carona abriu a janela e bateu palmas para nós. Em outra, a Sandra e a Raquel, que estavam de apoio do Robinson e Razera, passaram e também comemoraram nossa presença. Foi emocionante receber tantos incentivos às 5 horas da manhã.

Antes da alvorada começou a descida que nos levaria à Estiva. Impressionada com o desnível da região, corria, corria e corria e nada da descida acabar. Gritava e xingava quando sentia a dor das unhas quase para cair. Pedia desculpas para o Fábio pela indelicadeza, xingava de novo.

No meio do nada apareceu um motoqueiro e perguntou se queria que iluminasse nosso caminho pelo infinito abismo. Respondi prontamente que sim e agradeci. Conseguimos aumentar o ritmo, mas tinha que xingar mais baixo quando a dor aumentava, pois não tinha intimidade com nosso novo anjo-da-guarda. Passamos pelo Adão, atleta da solo e que a essa altura estava provavelmente na segunda colocação da solo. Encontramos com os apoios no fim da descida e mesmo assim nosso anjo continuou. Os meninos estranharam e até ficaram com receio, pois não sabiam que ele estava lá para nos ajudar. Quando percebeu que estávamos todos juntos o motoqueiro nos deixou, dizendo que faltavam quatro quilômetros para a cidade. Agradecemos e ele partiu.

Na cidade fui recebida com muita alegria pelo organizador e por várias pessoas que estavam lá, já acordados com o dia clareando.

  • Estiva à Consolação – penúltimo trecho

Cris no último trecho

Enquanto eu fazia novo exame médico e ganhava uma bela massagem nas pernas inchadas e travadas, a Hedy voltou à prova no lugar que seria da Cris. A Cris não se sentia muito bem e por isso teve mais alguns minutos para se recuperar. Minutos apenas, pois no percurso de cerca de 24km ela e a Hedy revezariam a cada 5km. E assim fizeram, tentando fazer o mais rápido que conseguiam e inclusive correndo nas subidas. Apesar da exaustão, elas deram o máximo e no final foi só emoção. A Cris que voltou com todo o gás para a prova, terminou seu último trecho dizendo: “Não falei que eu conseguia!” e abraçou o marido para comemorar.

  • Paraisópolis e a chegada alucinada

Lilian e Caco saindo pro último trecho

No final do asfalto de Consolação, a Hedy me passou o último trecho da prova, de aproximadamente 18km. O simpático staff da organização nos passou os tempos das equipes que já haviam passado, incluindo o Ligeirinho que acabara de sair dali. Sabíamos que estávamos a 30 minutos da equipe Iron Selva, também nossos amigos e alunos do Caco, e pouco mais de uma hora atrás das outras equipes.

Eram por volta das 9hs da manhã, quando o Caco e eu saímos novamente num ritmo forte, “visualizando a chegada”, como teria dito o Márcio Villar. Antes de cruzarmos a ponte recém-construída pós-enchentes, avistamos o Ligeirinho do outro lado do morro. O Caco marcou o ponto e contou 10 minutos de diferença de nós para eles.

Corremos, corremos, corremos e nada de aquecer. O coração na boca, as pernas pesadas e doídas. Apesar do Caco dizer que estávamos num ritmo bom, tinha a sensação de correr como uma tartaruga. Enfim, novamente avistamos o Ligeirinho no outro morro e de novo o Caco marcou: 4 minutos agora. Ele corria e nós também. Tivemos a impressão dele estar correndo como um doido, por pensar que estávamos na solo. Afinal, tínhamos literalmente um vale entre nós e dificilmente ele saberia quem estava logo atrás. Até falamos: “Desse jeito vamos quebrar o Ligeirinho”.

Minutos depois encostamos neles – estava com dois pacers – e eles pararam de correr. Mantivemos nosso ritmo e comentei: “Pararam só porque viram que é mulher, é?”. Rimos e alguém respondeu nas minhas costas: “Claro que não, é uma honra!”.

Mais à frente começaram as subidas. Pelas contas do Caco, que já fez o Caminho de bicicleta, eram apenas duas longas subidas, com a cidade logo após a segunda descida. Primeira com direito à maçã para acompanhar, ok. Encontramos o Marlos, da Iron Selva, logo no fim da descida. Conversamos um pouco e ele nos disse que o Taka, seu companheiro de equipe tinha feito o caminho contrário para substituí-lo. Seguimos. Oba, segunda subida e… “Caco, a subida continua!”

Ele: ”Mas depois daquele topo vem a descida final.”

Passamos pelos apoios do Ligeirinho e comunicamos que ele estava logo atrás. Subimos e o que parecia o topo era apenas a metade da subida que virava de direção. Olhamos para cima e avistamos o Taka. Pensei: “Ferrou!! O Caco vai querer buscar e eu vou morrer antes de cruzar a linha de chegada”. Para o meu alívio chegamos a um meio termo, com o Caco dizendo que tudo bem se não passássemos, pois já tínhamos tirado meia hora deles. UFA!!! Respirei e continuei. Mas a conversa – monólogo – que parecia ter terminado, continuou:

Caco: “Mas você tem que pensar que a prova está acabando. Se você forçar agora e acabar de se detonar não tem problema, porque a chegada está logo ali. Pena que não posso te carregar, se não te puxava lá pra cima. Está certo que vou morrer lá no topo, mas pelo menos você tiraria a diferença.”

Com tanta pressão psicológica não teve jeito. Forçamos mais e nos aproximamos. No fim da subida, a tão sonhada descida e… Outra subida!!!

Eu: “Caco, não acabou!!!”

E o Taka subindo de novo. Voltamos a descer num ritmo alucinado, como se estivéssemos num treino de tiro na USP. Logo após uma curva, de repente o Taka parado, nos esperando. Não acreditei. Ele devia estar pensando o mesmo que eu: se continuássemos naquele ritmo, um de nós ficaria pelo caminho, a poucos quilômetros da chegada.

Apesar de estarmos agora lado a lado, nenhum dos dois aliviou. Ele ainda comentou, para o meu desespero, que faltava mais uma subida. Quase sentei e chorei.

No final da descida, nossos apoios estavam lá. Gritavam, incentivavam e tentavam fazer com que mantivéssemos a disputa. Mas sem dizer uma só palavra sobre como iríamos até o final, fomos lado a lado, correndo muito forte, sem aliviar.

Entrando na cidade, Cris e Hedy me esperavam para terminarmos juntas. Demos as mãos, dei a outra mão para oTaka e cruzamos os quatro todos juntos a linha de chegada.

Chegada

Ficamos em terceiro lugar na categoria trio e quarto na geral, com 27h43’ de prova e completamente realizadas.

  • Agradecimentos e recado

Hedy Cris Lilian

Quando fui convidada pelo organizador Mario Lacerda para participar da Brazil135 2010, minha primeira reação foi recusar. Agradeci e disse que talvez estivesse na prova como pacer. Pouco tempo depois, enviei um e-mail perguntando se o convite estava de pé, pois gostaria de ir no revezamento, porém só com mulheres.

Muitas pessoas duvidaram da nossa capacidade de percorrer os 217 quilômetros, numa equipe feminina. Antes, durante e até depois da prova ouvimos relatos de algumas delas, dizendo que não acreditavam que conseguiríamos. Para elas, um recado: Nunca subestime uma pessoa, muito menos se for mulher. As mulheres têm uma capacidade incrível de se superarem, ainda mais quando são desafiadas, por isso não julgue quem você não conhece.

Para os que acreditaram, o nosso imenso MUITO OBRIGADA!!!

Obrigada Mario Lacerda por me deixar fazer parte desta grande prova.

Obrigada a todos nossos amigos e familiares que nos apoiaram o ano todo. Obrigada aos inúmeros telefonemas, torpedos e e-mails de incentivo e torcida.

Obrigada à Landslide pelas lindas camisetas personalizadas Divas da Selva Aventura.

Equipe completa com os organizadores Eliana e Mario Lacerda

Aos amigos presentes na prova Caco, André, Regina, Fábio Tavares, Fábio Costa, Diogo, Thiago, Marcelinho,Gustavo, Anderson, Wilson, Lu, Marco, Sandra, Raquel, Robinson, Razera, Ary, Marina: vocês foram fundamentais para o nosso sucesso. Nosso grupo foi muito mais que uma equipe nesse desafio. Mais uma vez o espírito da família Selva demonstrou que a união é capaz de ultrapassar qualquer barreira. Selvaaaaaaaaaaaaaaa!!!

- mais imagens na Galeria de fotos

42 comentários até agora

42 Respostas para “Divas da Ultramaratona”

  1. Fabio Rocha

    Li, muito legal este relato, parabéns!!
    Parabéns às Divas, que mandaram super bem numa prova extremamente díficil! As detentoras do record Selva na prova… Será que alguém se atreve a bate-lo? rsrs

    27 jan 2010 - 12:41

  2. Sandra

    Pude ver de perto a determinação e garra dessas meninas.
    Meninas parabéns!

    Cris você foi maravilhosamente bem!!! Não falei que você conseguiria? Você é forte, você é guerreira, você é determinada, você é mulher rs… E por falar nisso…

    Parabéns minha irmazinha bocudinha!!! Amo vc.

    Parabéns Cacucho, você como sempre é ótimo!

    Parabéns Divas da Selváááááááá

    Bjs,
    Sandra

    27 jan 2010 - 12:54

  3. Maryta

    Meu… sem comentários!!!!
    Vcs foram demais e fizeram uma parceria PERFEITA!!!
    Parabéns a TODOS que participaram dessa prova!!
    Parabéns a VC Li por acreditar nessa IMENSA guerreira que existe em vc!
    Estou mtoooooooo orgulhosa!!
    Um grande bj.
    Maryta.

    27 jan 2010 - 13:08

  4. Fabiana

    Li…isso mesmo, nunca subestime o poder, a garra e a determinação de uma mulher….ainda chego lá….
    Parabéns as mulheres Divas e grandes guerreiras por esse desafio, isso me motiva a ir buscar e acreditar que nós podemos sim, sempre!
    Faby ( Mandabala Girls)

    27 jan 2010 - 13:38

  5. Gislaine

    Meninas . . . parabéns é pouco. Na falta de outra palavra usarei esta mesmo.

    ” P A R A B É N S ”

    (fiz assim pra valorizar mesmo. rs )

    Vendo as fotos percebi o quanto perdi por não ter ido. Depois desse depoimento então, estou me odiando.

    Mas acho que eu correria o risco de desidratar. Já é a quinta vez que choro, entre o Ari me falar do resultado ontem e escrever esse depoimento hoje.

    Cris, já te disse isso hoje e agora deixarei atestado aqui.

    ” ” ” Tenho orgulho de te conhecer ” ” ”

    Não disse que vc conseguiria???? Eu não tinha a menor dúvida.

    Beijos na galera do apoio. Vejo isso como um ato humanitário.

    Ok nessa eu não fui . . . mas na próxima vocês terão mais uma pra hidratar. rsrs

    Li isso um dia e jamais vou esquecer:

    “Você pode assumir um risco, indo além de seus limites normais, mas isso significa mover-se para fora de sua zona de segurança . . . Acredite . . . Vale a pena!”

    É isso…

    27 jan 2010 - 14:13

  6. Cris

    Li,
    So digo que foi demais…..
    Eu nunca vou esquecer, e cada depoimento que leio fico
    mais emocionada.
    Nos queriamos terminar, e foi muito mais que isto.
    bjs
    Cris

    27 jan 2010 - 14:46

  7. Pedro Vianna

    Nossa, parabéns! Esse relato é como um bom livro, no mínimo emocionante! Comecei a ler e não consegui parar de tão bom! Parabéns Divas da Selva, vcs mandaram muito bem!

    27 jan 2010 - 14:56

  8. Marcio Oliveira

    Lilian, acho que foi o relato demnonstra perfeitamente o sentimento que vcs tinham ao começar e terminar a prova.
    Fiquei emocionado com a força de vontade de vcs.

    PARABÉNS AS 3 GUERREIRAS!!!!

    Bjs

    Márcio Oliveira

    27 jan 2010 - 15:21

  9. Ricardo Antonio

    Olá Lilian.

    Parabéns aí para você e sua equipe!!! Show de bola a prova! Mais uma superação dessas meninas superpoderosas!!!

    Grande beijo para as Divas da Selva.

    27 jan 2010 - 15:56

  10. Talita

    LILIAN! Que fantástico seu relato, parabéns guerreiras!!!
    Realmente emocionante!!!
    Melhor ainda o RESULTADO!!!!!!
    Isso empolga ainda mais para treinarmos!!!
    bjokass!!!

    27 jan 2010 - 16:28

  11. ANDRE STEFANINI

    Meninas, vcs foram demais! Quando liguei pra Lilian e soube que vcs já haviam chegado fiquei muito feliz! Achei que naquela hora ainda não teriam terminado.

    Guereiras, fortes, determinadas, confiantes, unidas, preparadas, mostraram que estavam ali para a superação, para a vitória, a realização.

    Parabéns! Vocês foram nota 10!

    Lilian, show o seu relato… no começo parecia grande, mas depois eu vi que era impossível pular uma linha sequer, para saber tudo que aconteceu!

    bjs!
    ANDRE STEFANINI

    27 jan 2010 - 16:36

  12. Parabéns Lilian, Cris e Hedy e todos do apoio…Foi incrível a determinação do começo ao final…para quem não estava lá ..vou contar: elas conseguiram manter as 27h43min em deslocamento e atingiram uma média de velocidade de 7,56 km/h (esse ritmo é muito forte para região) com um desnível do evereste, com lama, chuva, ect… elas estavam felizes, com vontade e determinadas a cumprir a missão..isso motivou todos do apoio, e o restante da prova…
    Estou muito orgulhoso delas
    bjs
    Caco

    27 jan 2010 - 17:05

  13. Esqueci…

    SSEELLVVVAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    27 jan 2010 - 17:07

  14. Mafê

    Li, PARABÉNS!!!!!!!!
    Adorei o relato, dá pra sentir um pouco da garra e força que vocês tiveram. AMEI…
    Grande beijo.

    27 jan 2010 - 17:24

  15. Simone

    De meninas vocês não têm nada, são mulheraças; amazonas!
    Não me surpreendo nem um pouco que tenham conseguido apesar da dificuldade imensa, maior é a capacidade de vocês!!!!
    A Theka disse que na próxima ela vai!
    Beijões,
    Parabéns!

    27 jan 2010 - 18:11

  16. Cristina Gaglianone

    Oi Cris, Hedy e Lilian
    Senti cada km ” na pele” ao ler o relato da Lilian.
    Parabens ao trio SELVA…

    tenho orgulho de ja ter feito uns treinos ao lado de cada uma de vcs.
    Espero poder voltar logo aos treinos e, em um segundo momento, as provas de aventura.

    PARABENS!
    Cris (kika)

    27 jan 2010 - 19:35

  17. Galera da Selva….

    Como sempre superando todos os obstáculos da vida, realmente isso é uma lição de vida (dedicação, empenho, vontade, fé…)
    Parabêns a todos….
    Eu continuo sendo selva…

    Beijos

    Dr. Mó

    27 jan 2010 - 21:12

  18. Carla

    Lilian e meninas,

    Adorei o nome do trio, cumprimento estas verdadeiras Divas da Selva! Vocês simplesmente arrassaram!!!!

    O relato ficou emocionante, como se eu estivesse lá correndo junto, torcendo por vocês.

    E o apoio também brilhou, fizeram toda a diferença ainda mais nos últimos quilômetros, tirando o folêgo da galera.

    Parabéns!!! Por não só acreditarem que era possível, mas pela determinação, força e garra nos momentos que pareciam impossível.

    Além de completarem a prova fizeram num tempo espetacular. Deixaram suas marcas de mulheres, não tão frágeis, vencedores!!

    Beijo.
    Carla.

    28 jan 2010 - 0:12

  19. Helena Mesquita

    Parabéns ao grupo, em especial as divas, que foram impecáveis, pelo que li nos relatos. E ,em bem especial (mesmo) meu parabens vai a minha irmã querida Cristina , que nos orgulha muito pelo seu esforço e determinação. Um bj grande a toda a equipe

    28 jan 2010 - 4:54

  20. Olá meninas … é lendo um relato destes que fico ainda mais orgulhoso de ter postado no meu blog o artigo sobre as mulheres da aventura. Esta turma que não tem medo de cara feia e da susto no medo !!! Inspiração aos iniciantes e motivação aos experientes.

    Parabéns.
    Bruno.

    28 jan 2010 - 8:20

  21. Ari

    Meninas – mulheres da Selva (Hedy, Cris e Lilian)
    o sentimento é o mais feliz possível,
    da participação no apoio ao ve-las dispostas a tudo e a todos, não cabe em emoções, é muito orgulhoso ter visto
    e sentido a alegria que voces me proporcionaram.
    Obrigado meninas pela oportunidade de ser Selva e ler um
    relato tão preciso, emocionante e alegre.
    Valeu Divas …………
    Bjs
    Ari

    28 jan 2010 - 9:27

  22. Lilian linda!

    “”O que está em jogo é a batalha mais antiga da história da humanidade – o duelo da nossa mente com o corpo. Uma disputa onde não há vencedor, pois o mais importante não é chegar em primeiro ou segundo lugar. O que vale é a grande experiência de vida, a superação dos limites e a aventura.”" ….
    Trecho de uma reportagem da revista Go Outside (Extrapolando os limites)

    PARABÉNS DIVAS!! PARABÉNS APOIOS e todos os competidores!!
    beijos
    QQ

    28 jan 2010 - 11:45

  23. Christian Guariglia

    EMOCIONANTE!!! Vc começa a ler e parece que está na prova.
    Agora, quem te conhece, sabe da sua capacidade e determinação. Corremos juntos algumas provas de aventura em 2008, e eu não tinha a menor dúvida de que vcs conseguiriam.
    Não liga para aqueles que não acreditaram. O meu sentimento para eles é de PENA!!!!
    Bem que vc poderia começar a pensar em escrever um livro das suas aventuras no esporte. Que tal, heim!!!
    Já pensou, vc em alguma livraria dando autógrafos. rsrsrs
    Parabêns mais uma vez, um beijo e um abraço para o perna mole MOR, Marcão!!!

    Marcão vc tb é um vencedor!!! Tenho orgulho de ser seu amigo. Vc é o cara.
    Parabêns pelo desafio, e qual será o próximo de vcs????

    28 jan 2010 - 15:11

  24. Marcos - Metrô

    Parabéns a todas as meninas da equipe.

    Só conheço a Cristina mas tenho certeza que todas tem a mesma determinação e vontade de vencer dela. Só assim é possível vencer um desafio destas proporções.

    Valeu !!!!!!!!!!!!!!!!!

    28 jan 2010 - 16:30

  25. Darcio

    Lilian,

    28 jan 2010 - 22:44

  26. Darcio

    Lilian,
    Parabéns pela prova. A todos da equipe e família Selva.
    Pelo seu depoimento fiquei morrendo de vontade de participar também!!!

    28 jan 2010 - 22:46

  27. Divas da Selva, meus parabéns!!!
    Ver a Cris correr aos sábados e a Lilian nos treinos da manhã na USP me quebrando são puro estímulo. Fico feliz com a vitória de vocês e por poder fazer parte deste grupo fantástico que é a Selva!
    Edu

    29 jan 2010 - 14:44

  28. Drika

    DEMAAAAAIS!!! Parabéns às guerreirinhas!!!
    Esse clima de Selva na terra me deixa com muita saudade!!!! E ler um relato desse até faz minha filhota se empolgar aqui na barriga!!! Mesmo estando longe de vcs nos treinos é ótimo poder acompanhar suas conquistas!
    Demais, meninas!!!! Show! PARABÉNS!!

    29 jan 2010 - 18:06

  29. Raquel

    Meninas,

    Fiquei orgulhosa de ver a força de vocês e principalmente de ter representantes da ala feminina lá na frente detonando!
    Parabéns!!!!
    O melhor de tudo foi ver no final a Liliam depois de tudo ajudar a organização segurando a fita para os atletas passarem…risossss
    Beijo
    Raquel

    29 jan 2010 - 18:07

  30. Dri Goiabada

    Lilian, caramba…

    parabéns, vcs foram muito guerreiras.

    Quase um livro hein, vc podia parar de trabalhar, começar a correr pelo mundo e contar suas histórias.

    Seu relato tá muito legal e com certeza, com toda essa galera, deve ter sido bem divertido.

    Beijão e parabéns de novo

    Dri

    29 jan 2010 - 21:46

  31. Carol Hess

    Meninas, parabéns!!!
    Que relato emocionante, que prova!!!
    Hoje encontrei o Caco na USP e ele contou sobre a prova, estava muito orgulhoso e feliz.
    Vim para casa e assim que pude entrei na internet para ler o relato.
    Essa prova mostra nitidamente que quando realmente queremos uma coisa e nos empenhamos para isso, tudo fica possivel!
    Já vi muitos casos de determinação e superação na Selva, de pessoas que melhoram ABSURDAMENTE quando botam um objetivo na cabeça e vão atrás disso.
    Que legal, estou admirada e orgulhosa!!
    Quero ser uma Diva da Selva um dia, se for possivel!!!
    Grande beijo,

    Carol

    30 jan 2010 - 19:53

  32. Pedro Lavinas

    Meninas,

    parabéns pela conquista. Ando afastado dos treinos, louco pra voltar, e só agora soube da conquista de vcs. Sensacional. Cris, estou muito feliz em especial por vc, eu sabia que vc conseguiria! Lílian, parabéns extra pela relato, muito bem escrito, envolvente, não dava pra parar de ler. Parabéns a toda a galera do apoio que ajudou nessa conquista em equipe no melhor espírito selvático.
    Abraços!

    31 jan 2010 - 13:03

  33. Gisele Braga

    Guerreiras…
    Muitoooo orgulhoooo de vocêssss!!! Isso mostra que com determinação, apoio, disciplina, podemos chegar onde quisermos!!!
    Parabéns Li, Cris e Hedy!!! Parabéns Caco e a todos os apoios!!!
    Lí, amei o relato!!! Cris e Li, logo mais as vejo para parabenizá-las pessoalmente!!!
    Love,
    Gi

    31 jan 2010 - 22:25

  34. Humberto Mesquita Jr.

    Cris,

    Muito bom, meus parabéns. Lembro que você reclamava muito que não tinha tempo para nada assim que o Pedrinho nasceu. Vejo que agora está super motivada fazendo algo que realmente te deixa muito feliz e com todo o APOIO do maridão (isto é muito saldável). Independente desta questão de gênero vou buscar inspiração para voltar as minhas atividades esportivas, pois competições como a relatada aqui são muito saudáveis para mente o para o corpo.

    Do seu irmão que gosta muito de você, e que vai perder estes quilos a mais,

    Beto

    02 fev 2010 - 12:27

  35. Helena

    Cris,
    Nossa, superando limites, heim. Que bacana, é isso aí. É um grande exemplo para nós mulheres em geral. Parabéns mesmo. Continue com essa garra e determinação, que são marcas fortes da sua personalidade. E vc superou limites mesmo. Se empolgou a alcancei um tempo inferior a expectativa. Achei a maratona organizada e desafiadora. Vcs foram exemplares.
    Cris, eu postei um depoimento na página onde aparecia uma foto inicial diferente (com sua companheira de maratona de cabelos escuros) e, para meu espanto não encontro mais meu depoimento.
    Estamos muito orgulhosos de vc. Te adoramos
    Helena, ALberto e Rodrigo

    03 fev 2010 - 2:40

  36. Paula Ribeiro

    Cris, Hedy e Lilian

    Parabéns meninas pela conquista!
    Vocês são exemplos para nós mulheres!

    Cris: estou muito orgulhosa de você, minha amiga querida. Em nenhum momento tive dúvida que você conseguiria…o impossível para você não existe!

    Beijos

    Paula

    03 fev 2010 - 12:44

  37. Rui Pastor

    Cris e demais da equipe,

    Que beleza de resultado! Parabéns e já torço para os novos desafios e relatos…

    04 fev 2010 - 12:42

  38. Adema - Ez

    Olá, gostaría de dar os parabéns a equipe Guerreira! Conheço a Cris, mas tenho certeza que todas as outras tem o mesmo espírito guerreiro!
    É isso ai mulheres de Garra, Força, Espírito Equipe, Vontade de CHEGAR LÁ!! PARABÉNS A TODAS, VOCÊS CONSEGUIRAM!!
    Um abraço.
    Adema -Ez.

    04 fev 2010 - 15:12

  39. Ingrid

    Emocionante!!!!!
    Parabéns, vcs sao muito guerreiras!!!

    Beijo

    Ingrid

    07 fev 2010 - 20:43

  40. FRANÇA - Metrô

    Cris, Hedy e Lilian

    Obrigado pelos milhares de exemplos de, força, determinação, garra, alegria, vida, superação…, obrigado, obrigado, obrigado.
    Cris, quando puder leve meu abraço de agradeciemento para suas amigas.
    Os parabéns são para todas as pessoas que conhecem voces, por poderem de alguma forma desfrutar da amizade , da força e do exemplo que voces dão.

    FRANÇA

    08 fev 2010 - 14:40

  41. Mauro -Metrô

    Simplesmennte incrivel o relato ..é uma história de superação..com bom humor claro….também pudera..são mulheres, né!
    PARABÉNS!
    Parabéns pela equipe..me faz lembrar um título de um livro “ninguém faz sucesso sozinho”.

    18 fev 2010 - 10:06

  42. Eliana

    Olá Cris,

    Quando vi as fotos me lembrei de quando você começou e de como é determinada quando se dipõe a fazer algo.

    Me recordei nos nossas conversas e de quando lhe encontrei no ambulatório. Lembra?

    Desejo-lhe muito sucesso.

    Bjs, com carinho Eliana.

    24 mai 2010 - 11:09

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