Calor e muito suor no Adventurecamp Brotas

Postado por em 18 Out 2011 | Adventure Camp

Andressão e Rafa na saída da canoagem - Foto Wladimir Togumi

Areião e tombos já prevíamos antes mesmo da largada do Adventurecamp Brotas, no início de outubro. A região sustentada por plantações de cana-de-açúcar tem o solo desnutrido, o que já nos dava uma prévia do que estaria por vir. Na formação da Guaranis / Selva Aventura estavam Rafa Niro, Andressão Stefanini, Marco e eu.

Largamos de bike, comigo logo clipada na bike do Rafa, que mal parecia que estava carregando um mega lastro (eu), enquanto ele se mantinha sempre sorrindo, inclusive nas subidas íngremes. “Rafa, seu monstrinho, desse jeito você está comprometendo nossa amizade”, brinquei com ele, enquanto continuava me arrastando pela prova. Infelizmente, por um descuido meu, acabei derrapando na areia e caí de cabeça no chão, o que acabou me custando um pescoço travado no dia seguinte. Sem muita dor na hora, continuamos pedalando sob um forte calor, mas acabamos errando uma entrada e demos uma volta desnecessária antes de uma longa subida. Sem forças, desci da bike e comecei a andar. O Andressão pegou a minha e subiu pedalando e empurrando a minha bike simultaneamente.

Mais um monstrinho na equipe e eu só dando trabalho.
Calor infernal, pedal difícil e mais um tombo pelo caminho. Desta vez, acabei me ralando mais. Sacode a poeira, aguenta umas risadas do Rafa, sobe na bike e pedalaaaaa ou pelo menos tenta.

Marco e Lilian - foto Wladimir Togumi

No trekking para o vertical, decidimos que o Rafa e eu faríamos a tirolesa e descansaríamos enquanto o Marco e o André buscariam outros dois No vertical, fiquei meio desnorteada pela beleza espetacular do percurso, que passava sobre um lindo e verde vale, com direito a uma cachoeira gigante no horizonte. No final do trecho, escuto um “oi Lilian!”, levanto a cabeça e era o Caco Selva. “Treinador, o que tá fazendo aqui no fundão?”. Triste, ele responde que teve um problema no pedivela da bike e estava empurrando. Prontamente, o Rafa ofereceu a bike dele, afinal, não estávamos disputando o campeonato como eles estavam. O Caco agradeceu, mas recusou e nós seguimos nosso destino.

Na descida, o Rafa vira e me fala que buscaríamos o PC7. Só pensei, pois não tinha forças nem pra falar, “mas os meninos não iam buscar o tal PC?”. Nessas horas é melhor obedecer e nem questionar. Pegamos o maldito PC e eu só pensando “ai, meu descanso foi pro espaço”. Rumo ao reencontro com a dupla, avistei um pequeno rio e um casal saltitando descalço pela água, com os tênis nas mãos. Logo depois, enquanto eles já estavam secando os pés, eu simplesmente me joguei de costas no rio. No mínimo eles pensaram algo do tipo: “o que esta louca está fazendo?”. Mas eu precisava esfriar o radiador. Apesar dos incentivos do Rafa, eu sofria com o calor, com a prova e com o cansaço acumulado de outras recentes competições.

De volta ao quarteto, deixei para o pós-prova a pergunta sobre o que os bonitos estavam fazendo enquanto nós fomos até o PC deles. Depois descobri que houve um simples erro de comunicação, mas que me deixou ainda mais exausta. Mais uma interminável bike, até enfim entrarmos para a canoagem.

Várias corredeiras deliciosas pelo caminho, remamos na companhia da Ana Elisa e Djalma, da Ekos. Engraçado ver o Andressão e o Rafa descerem de costas em muitos trechos. Curtíamos as corredeiras, até que, para nosso lamento, cruzamos com um enorme duto que jogava um nojento e espumoso esgoto diretamente no rio, bem por onde passávamos. Foi assustador ver aquilo, ainda mais numa cidade que diz prezar pelo turismo de aventura. Com o efluente espirrando nos olhos, fiquei sem enxergar do olho esquerdo por alguns minutos. A ardência e a queimação nos olhos passaram, mas não a certeza que o ecoturismo de Brotas está realmente comprometido.

Saímos da água para um trekking de uns 10km, num ritmo constante e eu sendo puxada desta vez pelo Má, até pegarmos as bikes para o quilômetro final até a chegada. UFA!
Sofri demais, mas a companhia de verdadeiros companheiros me fez cruzar o pórtico e ainda pagar as flexões Selva.

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